Saturday, 22 July 2017

Bom fim-de-semana!


Uma das minhas canções preferidas dos Depeche Mode.

Para vos desejar um bom fim-de-semana, com tudo de certo para vós.


Thursday, 20 July 2017

Post temporário


O post anterior foi clarificado e alongado. Não estava a falar de amigos, mas dos profissionais de saúde que me acompanharam ( e alguns deles ainda continuam) e isso não ficou claro. Hoje, já com o dia mais fresco, e não insuportavelmente húmido e abafado como ontem, escrevi um post mais longo e preciso como pretendia. Desculpem e Obrigada.

Wednesday, 19 July 2017

Private Post


Hoje o meu coração são nomes e rostos que significam Humanismo e Gratidão. Hoje o meu coração tem um nome imenso, onde ainda faltam nomes que não fixei, mas cujos rostos e vozes não esqueço: Pim, Marleen, Joyce, Jimmy, Eleanora, Femke, Sabine, Nicole, Yvette, Lara, Vlemmix, Berghuis, Muller, Leiden, Rutten, Heijink, Hendriks, Oesha, Jacqueline, Hank, Sheran, Reinou, Mi, Rob, Zahara,...Estes são os nomes dos meus principais cuidadores (três magníficos dos seis cirurgiões que estiveram no teatro de operações durante quase 6 horas, médicos-assistentes e enfermeiros, a ajudante que me dava o banho na cama, a senhora do Patient Lounge, as enfermeiras do Home Care). Com todos tive uma história, ou mais que uma, que ficará para a minha História. Para eles vai a minha Gratidão por todo o seu Humanismo. Porque faz hoje 3 meses, com tudo o que se passou depois. E volto a dizer, faltam aqui nomes, que não memorizei: malta que foi chamada para ajudar quando a situação, por vezes, ficava mal parada (como os anestesistas para  me tirar sangue, quando não se conseguia à nona tentativa, ou mais enfermeiros, como aquela que me disse "a senhora vai sair disto" quando estava num momento mais crítico e já pensava "que era desta que patinava"); a enfermeira que me fez a cistoscopia e me relaxou para esta intervenção, dizendo-me durante o procedimento que era preciso ter coragem quando se é o paciente; e aqueles que foram estando lá sempre, embora em Portugal sejam considerados quase invisíveis ou pouco importantes, como a senhora do catering (que me disse que se preocupava comigo e andava sempre numa ralação porque eu não comia nada ou muito pouco), ou a da limpeza do quarto ( que me perguntava sempre como estava e ficava um bocadinho a conversar comigo), bem como os maqueiros (sempre atentos, com um sorriso, bem-dispostos e com dois dedos de conversa, muito importante quando vamos ansiosos para algum exame ou intervenção; já sem falar na imensa sensação de fragilidade que é andar a passear de cama no hospital). Desde os cuidadosos médicos da Dor, aos médicos e técnicos de Diagnóstico e às equipas de Radiologia de Intervenção (e daqui também a primeira recepcionista) e de Medicina Nuclear, que me aturaram choros, quebras, dores, falta de mobilidade, a todos devo um Muito obrigada. Do que se passou ao longo destes 3 meses, haveria muito para contar...

Ao Dr Pim, agradeço, sobretudo, o facto de me ter vindo visitar todos dias durante o meu primeiro internamento em Abril ( entretanto, ele saiu a trabalho por largas semanas para o Caribe) e ficarmos a conversar como se o tempo não importasse (especialmente no segundo dia, assim que soube que eu estava mais embaixo). Um excelente médico e cirurgião e dono de uma simplicidade ímpar. Um senhor. À Eleanora, uma Ennio Morricone da enfermagem, tal a graciosidade com que executa os mais simples movimentos da profissão (não esqueço a delicadeza dos gestos com que refrescava o rosto das pacientes, o meu incluído, ou a dignidade com que transportava os jarros do xixi). Foi também com ela que fiz as primeiras tentativas para me sentar e dar os primeiros passos. À Yvette, a enfermeira que me trouxe um chá na madrugada em que deixei a epidural para a morfina (era ela que estava responsável por mim nessa noite), de forma a dar-me um pouco mais de conforto para o impacto das dores que depois senti. À Dra Marleen, que nunca me escondeu nada (tal como o Dr Pim) e que ficou frustradíssima pela situação que correu mal durante a cirurgia (eu não fiquei propriamente espantada, pois sabia que era um dos riscos que corria numa intervenção como esta) e me garantiu e coordenou toda a assistência posterior. Uma timoneira, que comandou o barco muito bem, quando, ainda por cima, surgiram complicações posteriores e conflitantes entre si. Às médicas que me socorreram nos episódios de urgência (Vlemmix e Muller) e com quem eu já tinha estado anteriormente - só tive de telefonar para o hospital e assim que lá chegava, subir para o departamento, onde era atendida com muita privacidade e num ambiente sereno, para ficar depois. Às enfermeiras que depois das altas me telefonavam a perguntar se estava tudo bem - prática standard e que muito apreciei. Às Dras Berghuis e Leiden, que preparam muito bem toda a minha transição do hospital para casa com os serviços de Enfermagem Domiciliária (thuiszorg), os serviços de trombose e a Mathot, a empresa que envia o material de enfermagem para nossas casas, juntamente com a enfermeira Sabine, que, no último dia, sentada na minha cama, me disse: " A senhora é muito forte". À Oesha e à Jacqueline, as enfermeiras especializadas que cuidaram muito bem de mim, já em casa. E à Mathot, que nunca falhou no envio do material, que eu tinha de mudar impreterivelmente a cada cinco dias. Por último, queria salientar que em nenhum momento tive o trabalho ou a preocupação de marcar consultas, exames, intervenções, etc, a partir do momento em que dei entrada no hospital. Tudo foi decidido entre as diversas equipas que me seguem ( são 3 departamentos distintos, mas que têm trabalhado em conjunto) e marcado por eles, que, entretanto, me foram comunicando as datas, através dos planos de acompanhamento, cada vez que voltei para casa ( o mesmo sucedeu há dias, e já tenho tudo marcado até Outubro). Da mesma forma, que estão em comunicação permanente com a minha médica de família, enviando-lhe relatórios detalhados, e dos quais recebo exemplares em papel, apesar de publicados na minha página no site do hospital, no qual também são colocados os resultados de todos os exames e as datas das consultas. Assim como também achei muito bom o facto de tudo ficar registado electronicamente durante as rondas pelas enfermeiras: medicamentos tomados (morfina, paracetamol, antibióticos, injecções de heparina, comprimidos para o enjoo. etc), medições várias (tensão arterial, nível de oxigénio no sangue, temperatura). Uma questão de segurança para elas e para nós, aqueles computadores rolantes, onde cada colega de turno registava tudo o que se tinha passado com a paciente.


Durante todo este tempo, acho que nunca senti que estava num hospital (e olhem que foram vários internamentos). O sossego da enfermaria (e eu tanto fiquei em quartos de uma como de quatro camas), a organização, o espírito de equipa, a Arte por todo lado (esculturas, pinturas), o lounge dos Pacientes, a zona comercial e de restauração, as condições do quartos, a gaivota que me vinha visitar à janela, tudo contribuiu para que me sentisse num espaço amigável, onde estava a ser muito bem cuidada. Acima de tudo acho que nunca esquecerei a amabilidade das pessoas, das recepcionistas aos médicos, muito importante quando experienciamos situações de grande fragilidade (não conseguir mexer, sentar, levantar, andar, tomar banho, como foi o meu caso, por exemplo). O Dr Pim chegou-me a perguntar se iria escrever sobre o que se estava a passar. Tinha-lhe dito que não, que era demasiado pessoal ( e de certa forma, continuo a manter a parte que me toca mais resguardada). Mas depois rectifiquei e disse " Só se for para ajudar outros expats com informação útil e tranquilizante", que, espero ter passado, pelo menos alguma, nem que seja uma mensagem de confiança. Por outro lado, também queria escrever um post sobre eles, os meus cuidadores (por uma questão de justiça). Espero ter conseguido. Ontem não foi possível, com a humidade e o calor abafado. E sinto que este post ainda não acabou, porque gostava de contar mais sobre cada um deles. Talvez um dia ainda volte aqui.

E porque falámos do Sting, eu, o meu marido e a Femke, num fim-de-semana muito crítico para mim, no passado mês de Maio...Eu, desta canção; a Femke, de outra que gosto muito, Fields of Gold.









Post actualizado a 20.07.2007 às 08:22.


Tuesday, 18 July 2017

Do convívio com os vizinhos


Gosto muito dos meus vizinhos. Não chateiam, não se metem na minha vida, são discretos, estão na deles e eu na minha. Não passamos a vida na casa uns dos outros, mas há muita simpatia quando nos encontramos, por acaso, na rua, e ajuda, sempre que necessária, aparece de forma muito cordial. E, depois, há momentos de espontaneidade que tenho apreciado bastante. Eis algumas pequenas histórias que ilustram esta nossa dinâmica.

Convívio espontâneo

Há dias, ia eu despejar os lixos, mas pelo caminho da frente (não podia ir pelas traseiras porque a porta da sala que dá para o quintal tinha sido pintada e estava a secar), quando os meus vizinhos do canto da rua, arménios, e que estavam sentados no seu jardim da frente, meteram conversa comigo e convidaram-me a sentar com eles e a partilhar o queijo e a salada. Sei que acabei a despejar os sacos nos contentores destes meus vizinhos (o meu vizinho encarregou-se logo disso) e a ficar numa conversa de redor de mesa quase duas horas. Éramos 5 (3 arménios, uma portuguesa e uma venezuelana). À medida que a tarde findava, quieta nas suas horas de Verão, lembrei-me dos longas e serenas tardes de Estio da minha infância - do pátio onde os meus avós moravam e onde os vizinhos gostavam de se sentar em banquinhos, à frente das respectivas casas, a conversar, enquanto, nós, crianças, brincávamos por ali, entre aquelas paredes caiadas de branco, cobertas por flores e trepadeiras. De recordação em recordação, foi inevitável falar de Calouste Gulbenkian, esse arménio que nos deu o nosso verdadeiro Ministério da Cultura e da Ciência, dos jardins e museus da sua Fundação que tanto gosto, e onde ia, com muita frequência, quando estudava na Faculdade, lá ao pé. Soube bem este inesperado, este 5 à mesa, a alguns passos da nossa casa, com o meu marido a vir à rua, ao notar a minha demora, e a retirar-se, sem me chamar, mas já mais sossegado, ao observar a cena, uns quantos metros mais adiante.

Ajuda imediata

Há um mês e meio, vivi aqui um momento de maior aflição quando me preparava para dormir por volta das nove da noite. Depois de telefonar aos serviços de enfermagem domiciliária que me acompanhavam então e assim continuaram até há poucos dias, telefonei também à minha vizinha F., que é enfermeira num hospital da capital, a perguntar-lhe se podia passar por aqui. Embora a mãe dela estivesse cá de visita, vinda do Suriname, a F. veio imediatamente e só se foi embora quando fomos para o hospital em Amesterdão (e que não é aquele onde ela trabalha). Eu estava muito assustada nessa noite e a presença dela foi de um conforto e segurança muito importantes para mim e para nós. Mais tarde, disse-me que receou que eu não aguentasse e desmaiasse pelo caminho, tendo em conta o sangue que eu continuava a perder. Gosto muito da F. Vemo-nos, pouco, é certo, mas assim que lhe telefonei durante o meu primeiro internamento do mês de Maio,  a pedir que fosse ela a dar-me a injecção necessária na minha noite de regresso a casa, foi logo muito pronta (quando eu podia ter chamado a enfermeira domiciliária, uma vez que o hospital já tinha requisitado esse serviço). Na manhã seguinte, voltou de novo, sorrateiramente, para não me acordar, com um pratinho de frutos vermelhos (um pratinho de vitaminas, como ela disse), que deixou com o meu marido. Há dias, fui a casa dela, oferecer-lhe uma pequena travessa com tortas de Azeitão. Ela estava muito feliz por me ver bem melhor e acabámos na conversa, como o meu marido antecipara. A ver se um dia destes, vamos caminhar juntas aqui pelo bairro (sugestão dela). Entretanto, em exposição no aparador da sala, o postal de agradecimento que lhe tinha deixado na caixa do Correio.

Partilha da vida privada de forma espontânea

Há algumas semanas que tínhamos reparado que o carro do nosso vizinho D. não estava por aqui. O meu marido, mais atento a estas coisas que eu (sempre fui muito distraída), disse-me que desconfiava que os vizinhos (neste caso, holandeses) se tinham separado. Eu já tinha visto a M. e ela parecia-me bem. Por isso, a ter havido uma separação, calculei que tivesse sido amigável. Voltei a cruzar-me com a M. na rua, mas nunca lhe perguntei nada de mais específico (não é do meu feitio ser intrometida), mas indaguei se estava bem, como faço habitualmente. Até que, na tarde em que nos estávamos a despedir dos pintores que estiveram cá em casa, a pintar as portas, as janelas e a vedação do quintal, ela perguntou-me se eu estava satisfeita com o trabalho deles e ficámos mais um pouco à conversa. Foi aí que ela me contou, sem que eu estivesse à espera, que se tinha separado e iria divorciar-se. Gostei que a conversa tivesse surgido de forma espontânea e quando ela se sentiu preparada para falar no assunto. Gosto de respeitar o tempo psicológico de cada um. Desde que me saibam por perto e presente, isso é que importa. E como não a julguei (nem me competia), ela acabou por desabafar bastante. Por fim, disse-lhe que se fosse preciso alguma ajuda, era só tocar à campainha.

Situação inusitada espontânea

Já não me lembro por que razão fui tocar à campainha do M. e do J. (holandeses). Terei ido buscar uma caixa deixada pelos Correios com material de enfermagem enviada pela Mathot? Não me recordo. Sei que o M. atendeu e acabámos a conversar sobre os nossos estados de saúde. Geralmente, eles convidam-me a entrar (não muito habitual por estas paragens), mas, desta vez, acabámos, naturalmente, a conversar à porta (estava bom tempo, talvez por isso). Vai o M. não esteve com meias-medidas: " Vou baixar as calças para veres como o joelho ficou para dentro.". E ali ficou de boxers, à porta, à minha frente. ;-)) Contexto: nós temos a mesma idade, damo-nos bem enquanto vizinhos, e ele tinha sido operado há pouco tempo. Ah! E já agora, os boxers eram giríssimos! ;-))

Moral da história: podemos não andar na casa uns dos outros, mas damo-nos bem, com cordialidade e entreajuda, e isso, para mim, é o mais importante. Talvez ajude o facto de não vivermos num prédio - digo isto, porque nos nossos dois primeiros anos por estas bandas, vivemos num bloco de apartamentos e só conhecíamos os vizinhos do lado. Mas cada pessoa terá a sua experiência, como é óbvio...

Monday, 17 July 2017

Sabores e sons portugueses por cá


Destes dias, destas semanas...

Almoçar no Nata Lisboa, empadas várias (a de farinheira é especialmente deliciosa!!), uma sangria tinta perigosíssima (como eu gosto!!), um café Delta e um pastel de Nata (e os deles são tão cremosos!!). E escutar, por lá, música portuguesa da boa, como Jorge Palma (Encosta-te a mim), Humanos (Mudar de Vida) e Manuel Freire (Pedra Filosofal).

Ir ao armazém do Neves, a Halfweg, comprar Cerelac, bacalhau, farinheira, vinho Alvarinho, tremoços, ... E comer um pão com chouriço como não fazia há muito...

Aos Sábados, comprar tortas de Azeitão ao senhor português do mercado na Stadhuisplein (a praça do município cá do sítio).

E, de vez em quando, sobretudo nos dias de calor, avançar nas garrafas de Mateus Rosé ( que gosto bem fresquinho), compradas na Sligro...




Sunday, 16 July 2017

Arménia, turca ou iraniana



Não sei se o mesmo acontecerá a outras portuguesas a residir no estrangeiro. No meu caso, perguntam-me muitas vezes, por aqui, se sou arménia, turca ou iraniana. Confesso que, nas primeiras vezes, fiquei muito espantada. Agora, já me habituei. Dizem-me que é das feições, marcadamente caucasianas (tenho nariz aquilino, cabelos e olhos castanhos, rosto arredondado e olhos fundos).

Só uma vez me perguntaram se era italiana (quando me escutaram a falar português) e francesa (pela forma como me vestia).

E nunca, até à data, alguém me perguntou se era portuguesa.



Friday, 14 July 2017

Goodbye Yellow Brick Rose


De uma série que gosto muito e cada vez mais a cada temporada...

Será que eles vão mesmo voltar para a União Soviética, após 20 anos de espionagem na sociedade americana?

Numa sequência muito bonita, ao som de uma canção intemporal de Elton John, um ganho de consciência do que significa partir, no caso dela, e um adeus que ele almeja sem pena...

Bom fim-de-semana!






Saturday, 8 July 2017

Assorted Travellers, This Land



Numa interpretação do grupo holandês Assorted Travellers (2014), This Land, inspirado no tema This Land is Your Land (1940), do cantor folk americano Woody Guthrie (14 de Julho de 1912-13 de Outubro de 1967).  Enjoy!

O video foi filmado em Almere (cenas exteriores, pelo menos).




Bom fim-de-semana!


Sunday, 25 June 2017

Enjoy the Silence


Gosto muito deste video, deste tema, das horas boas que passei a dançar isto...



Bom Domingo!


Saturday, 24 June 2017

Parabéns, Mr Vertigo!



Uma canção de António Variações pela voz de Camané, num projecto dos Humanos.

Porque associo o Rui ao gosto pela vida, à curiosidade, à riqueza interior...

Espero que goste tanto deste tema como eu.

Que tenha tido um dia muito feliz!


" a vida é sempre uma curiosidade 
que me desperta com a idade 
interessa-me o que está para vir 
a vida, em mim é sempre uma certeza 
que nasce da minha riqueza 
do meu prazer em descobrir 

encontrar, renovar vou fugir ou repetir"






Monday, 12 June 2017

Anne Frank: num percurso alternativo em Amesterdão


Se fosse viva, Anne Frank faria hoje 88 anos (nasceu a 12 de Junho de 1929).

Esta fotografia foi tirada junto ao monumento que a celebra, na praça Merwedeplein,  em Amesterdão, onde a família Frank viveu a partir de 1933/34, quando fugiu da Alemanha, até 1942, quando se escondeu no anexo da empresa de Otto Frank, o pai de Anne, em Prinsengracht (Canal dos Príncipes).





Em frente ao número 37 (número da porta da família Frank), estas placas evocativas dos 4 elementos da família (Edith, Otto, Anne e Margot) que foram levados, em Agosto de 1944, pelas forças Nazis, para o campo de concentração holandês de Westerbork




A família Frank vivia no segundo andar. Neste pequeno filme, Anne assome à janela para ver a vizinha que vivia no segundo andar do número 39 e casava nesse dia.




O prédio actualmente. A janela de Anne Frank é a mais larga do lado esquerdo, com cortinas brancas.




Ao voltar da esquina, uns metros mais adiante, a livraria onde o pai de Anne lhe comprou o diário como presente de aniversário pelos seus 13 anos, a JimminkboekUma livraria particularmente encantadora, com os muitos livros amontoados nas salas que se sucedem entrelaçadas. 
Nestas duas fotografias, livros sobre Anne Frank.







Um percurso que andava para fazer há anos. Um desejo antigo (conhecer a zona onde viveu a família Frank antes de se esconder), que se concretizou ontem, após um almoço no Nata Lisboa (decidido à última da hora), onde gostámos muito dos pastéis de nata e eu, especialmente, das empadinhas de bacalhau. O nome do bairro? Rivierenbuurt. Uma zona muito interessante, com lojas, cafés e restaurantes e, ao mesmo tempo, calminha e verdejante, fora dos circuitos habituais. Aconselho vivamente.


Votos de boa semana para todos!



Saturday, 3 June 2017

Olá (Cá estamos nós outra vez)


A voltar devagar...sem promessas, mas com forte intuito...

(com uma canção de Jorge Palma que gosto muito)




Bom fim-de-semana!


Monday, 15 May 2017

O Festival Eurovisão da Canção era hoje à noite?


No passado sábado à noite, uma mensagem do WhatsApp acorda-me um bocado estremunhada (tinha-me deitado há pouco tempo, mas já dormia tranquilamente). Era uma amiga turca, que me escrevia: "Hi Sandra. Do you watch Eurovisiesongfestival? I like Portugal song very much this year. I think he makes a good chance."

Quando vi a mensagem, meio em estado Bela Adormecida, lembro-me de ter pensado que não sabia a data do festival e lhe responderia no dia seguinte. Quase uma hora mais tarde, nova mensagem: "Yessss, Portugal won the contest! I knew it!" Nessa altura, tinha-me levantado para beber um copo de água. E foi assim que fiquei a saber que a Noite do Festival tinha acabado de acontecer, tínhamos ganho e não assisti em directo à nossa primeira vitória após quase 50 participações neste badalado concurso que tudo parava nos tempos da minha infância.

Juro que é verdade: eu não sabia que o Festival da Eurovisão era neste sábado à noite. Há 21 anos que não acompanho o evento - acabei por perder o entusiasmo, pois nunca ganhávamos, apesar de levarmos boas canções, na maioria das vezes.

No dia seguinte, ainda troquei umas mensagens com a minha amiga, que me enviou o video da participação portuguesa e várias imagens da bandeira verde-rubra. Entretanto, pelo meio da nossa conversa, uma outra amiga, desta vez do Azerbaijão, enviava-me também os parabéns pela nossa vitória: "Gefeliciteerd met de overwinnig van Portugal in de Eurovision Song Festival", acompanhada de muitos emojis. Nesse momento, decidi investigar, mais a fundo, quem era o Salvador Sobral (só conhecia a interpretação da canção "Amar pelos Dois", que tinha escutado há uns dois dias, por curiosidade e sem me inteirar mais sobre a Eurovisão). No fim, acabei por descobrir este video que gostei bastante (a partir do 1:38) e aqui vos deixo...





Para o Salvador Sobral e a Portugal, Muitos Parabéns, por esta nossa primeira vitória no Festival da Eurovisão da Canção com o tema "Amar pelos Dois"!

Votos de boa semana para todos!


Tuesday, 9 May 2017

Os 30 anos de Joshua Tree


Estávamos em 1987. E um dos álbuns mais icónicos da história do Rock era lançado nesse ano pelos irlandeses U2. Um álbum que ficou para a História pelo seu carácter político, mas também pela sua tocante espiritualidade. O nome, The Joshua Tree, surge após uma conversa com o fotógrafo da banda, o holandês Anton Corbijn. Um álbum aclamado pela crítica, que atingiu records de vendas e marcou a juventude daquela época (e não só, claro). Foi o álbum dos meus 16 anos e é um dos álbuns da minha Vida. The Joshua Tree festeja agora 30 anos, numa digressão mundial que tem o seu início já dia12 de Maio, nos Estados Unidos da América, fazendo jus à história de um dos álbuns mais marcantes do Rock da segunda metade do século XX. Nele podemos escutar uma junção muito feliz de música irlandesa e norte-americana e, para os mais atentos, os conselhos e a sabedoria de músicos como Bob Dylan e Keith Richards. Das paisagens desérticas americanas da capa do álbum para o Mundo surgiram belíssimas canções como estas, que aqui vos deixo...


Mothers of Disappeared (As Mães dos Desaparecidos), inspirada na situação política que então se vivia em El Salvador ( e que inspirou também outra canção do mesmo álbum, Bullet the Blue Sky).

In the wind we hear their laughter 
In the rain we see their tears 
Hear their heartbeat, we hear their heartbeats...

 


I still haven't found what I'm looking for....( de carácter mais espiritual)

I have spoke with the tongue of angels

I have held the hand of a devil 
It was warm in the night 
I was cold as a stone...




Running to Stand Still 

( o que eu gosto desta parte...)


You got to cry without weeping 
Talk without speaking 
Scream without raising your voice ...



Trip Through Your Wires

 ( harmónica e guitarra, gosto imenso!)

I was broken, bent out of shape

I was naked in the clothes you made.
Lips were dry, throat like rust 
You gave me shelter from the heat and the dust...





Continuação  de boa semana!


Monday, 1 May 2017

2 Cellos


A música sempre teve um poder curativo sobre mim (stress, tristeza, dores, whatever).

Esta semana, tenho vindo a descobrir este grupo de dois rapazes e estou a gostar muito. O grupo chama-se 2 Cellos. Já conhecem?  

Aqui, numa das músicas da minha vida, Gabriel's Oboé, da autoria de Ennio Morricone (e  que já ouvi ao vivo, pelo próprio, duas vezes). Um tema muito conhecido, de um filme que gosto muitíssimo, The Mission (1986).





O grupo 2 Cellos toca temas dos mais variados e os que se seguem são mais "barulhentos". Atenção, pois, à mudança de registo.

No video abaixo, numa "brincadeira" com um guitarrista que gosto imenso, Steve Vai (há 20 anos e qualquer coisa, tive a oportunidade de vê-lo actuar na Aula Magna, em Lisboa). O tema é do grupo rock AC/DC.


 


Um outro video que gostei particularmente: os 2 Cellos num dos temas mais conhecidos dos Nirvana, Smells Like Teen Spirit.




No Youtube, encontram muito mais. Muito engraçado  um dos videos, em que uma música dos AC/DC irrompe num concerto de música barroca, "que estava a ter lugar em pleno século XVIII". ;-)

Numa grande variedade de registos, um grupo a escutar muitas vezes.

Achei lindíssima esta interpretação de um temas do filme de Ridley Scott O Gladiador.




Votos de boa semana!

Saturday, 29 April 2017

Bom fim-de-semana!





Porque as conquistas mais simples, das mais pequenas coisas, são de facto as mais grandiosas.

Bom fim-de-semana!

Tuesday, 25 April 2017

25 de Abril


Um dos meus poetas de eleição, Ary dos Santos.


Não sendo do seu partido político, nem concordando com muito do que se passou posteriormente ao 25 de Abril (saneamentos, actos de violência, ocupações,...), gosto imenso deste poema. Para mim, um monumento, numa dicção que não vacila, em 16 minutos grandiosos de dizer poesia.

Viva a Liberdade! Viva o 25 de Abril!




Bom feriado!

Sunday, 16 April 2017

Boa Páscoa!



Votos de Feliz Páscoa para todos os Amigos, leitores, comentadores e seguidores deste Presépio com Vista para o Canal.

Neste primeiro dia de Páscoa, por terras baixas...

Tulipas oferecidas pela minha amiga holandesa R.
Gosto muito deste descair/derramar de flores pela mesa, entre livros e caixas de chá...




VROLIJK PASEN!

Tuesday, 28 March 2017

Deste tempo cálido e de dormência suspensa



Do tempo do sol luminoso lá fora. Dos camiseiros brancos, azuis e às riscas que tanto gosto. Dos lenços de final de tarde em branco, verde-água, azul e destas cores misturadas. Dos gelados de fim-de-tarde. Dos passeios já imaginados aqui pelas redondezas. Do verde dos campos e dos muitos animais que vemos, entre vilas e cidades, pelas janelas dos comboios: cavalos, ovelhas e vaquinhas, claro. Mesmo que "retidos" num espaço, como uma sala ou um quarto, conseguimos imaginar como é esse mundo que nos transcende, neste tempo de narcisos aqui e e ali, pela cadência tão certa dos ciclos, nestas terras baixas, de canais e vedações frágeis de madeira, que mais parecem de brincar. Basta fechar os olhos e lembrar como são todos os anos estes anúncios de Primavera. E escancarar os ouvidos, às vozes dos petizes entre brincadeiras pelas ruas, neste tempo cálido e morno que nos envolve numa dormência suspensa. Ainda não se ouvem aqui e ali as máquinas de pressão de limpeza das lajes dos jardins, mas já fui surpreendida por uma, discretamente, esta semana. Entretanto, já inaugurámos a época dos espargos cá em casa, e hoje vamos ter sopinha dos ditos ao jantar, pois já comprámos o pacote com todos os ingredientes no Albert Heijn.

NB: texto reeditado a 29 de Março, às 11:27.

Saturday, 25 March 2017

Vento. Luz.



Vento. Luz. Vento que espalha lixo pelos passeios e jardins da frente, sobretudo plásticos. Pergunto-me de onde vêm, se todos temos caixotes altos para o efeito. Vento que também traz as folhas castanhas  de Outono das árvores ainda despidas de Inverno. Luz. Luz que nos deixa ver o vento num baile ondulante de folhas castanhas pela rua. Luz que também nos traz saudações primaveris: "Lekker weertje, eh?" - diz-me a vizinha com um sorriso, referindo-se ao bom tempo,  ao chegar de carro com o marido, enquanto varro as folhas castanhas de Outono das árvores ainda despidas de Inverno. Luz que quer dizer "lá fora", na vida que recomeça, nos narcisos que despontam nas rotundas e separadores das estradas. É tempo de ir pelas mãos dançantes de valsa do Vento suave que sussurra Luz e Primavera.

Bom fim-de-semana!


"Strange Fruit", numa versão de uma cantora polaca que descobrimos recentemente e estamos a gostar muito, Natalia Mateo.





Thursday, 23 March 2017

Maria Minor, Utrecht - Um bar numa antiga igreja



Há umas semanas, fui levada por uma amiga a um bar que fica numa antiga igreja. Nos Países Baixos, já tinha visitado uma livraria situada numa igreja (em Maastricht) e um museu (em Utrecht) e tinha visto a fachada de um teatro (em Bergen op Zoom). Mas, num bar, nunca tinha estado. Fica em Utrecht, junto à estação central. Já tinha passado em frente, várias vezes, mas nunca me tinha apercebido que se tratava de uma antiga igreja. Mais uma daquelas escondidas e disfarçadas, como duas que conheço em Amsterdam (uma no Red Light District e outra na Kalverstraat); sim, dos tempos em que o culto católico era celebrado em segredo, às escondidas (as schuilkerkjes, como eram conhecidas)...

Esta igreja que falo é conhecida como Maria Minor. Inicialmente, tratava-se de uma casa particular e, desses tempos medievais, já só restam as caves. A igreja escondida data do século XVII, mas, o actual edifício já data do século XIX, época em que realizaram grandes obras no local e da qual data o orgão que podemos ver assim que entramos (1890). Actualmente e desde 2007, o espaço é explorado pelo Café Olivier, especializado em cervejas belgas, que eu já conhecia, mas em Leiden, como contei aqui, e que fica situado no antigo Hospital de Santa Isabel.


As fotografias que tirei com o telemóvel não ficaram nada de jeito, mas encontrei este video no Youtube, que já permite ter um vislumbre. As cervejas ainda terei de experimentar...





Sobre o encerramento actual de igrejas católicas e a sua conversão noutro tipo de espaços nos Países Baixos, ler aqui e aqui, para se ter uma ideia mais precisa.


Tuesday, 21 March 2017

Audrey e Givenchy


Da exposição " To Audrey, with love", no Museu da Cidade de Haia
(até dia 26 deste mês)


Um vestido de 1989, usado numa cerimónia no MOMA ( Museum of Modern Art) em Nova York 





Alguns dos vestidos "cinematográficos" de Audrey Hepburn criados por Givenchy





Sabrina (1954)











Bloodline (1979)




Funny Face (1957)




Outras criações de Givenchy

Alguns detalhes que muito apreciei

Esta manga...pelo cair, pela forma como os folhos vão diminuindo de largura à medida que se aproximam da mão, facilitando os movimentos.




Um vestido de noiva em rosa com um trabalhado que para mim é uma obra de arte...




Gosto da assertividade "imperial"/ majestosa deste vestido, que lhe é dada pelas cores ricas da saia e o seu formato...




Mas também da delicadeza e fluidez deste vestido de noiva a lembrar os anos 20...




Que dizer aqui? Chapeau!







Conjuntos que achei particularmente bonitos

Gostei imenso da parte superior deste vestido, bem realçada pelo contraste com o liso da saia




Gostei muito da capa de linhas verticais a contrastar com o vestido. Tão elegante, a adelgaçar  a silhueta e a dar-lhe altura...




Os vestidos pretos...

Magníficos pela beleza do corte e as linhas depuradas tão características de Givenchy...

Este de penas foi um dos meus favoritos




Gosto muito do padrão deste vestido que, "cortado" nos sítios certos, evidencia a elegância do corpo feminino...




Sensualidade e bom gosto! Gosto bastante do corte diagonal da frente do vestido, realçado pelo botões brancos.



 Gostei imenso do pormenor do brinco, na cor certa, a contrastar e a dar ainda mais glamour/luz ao vestido...




Um conjunto de vários vestidos...




Clientes famosas...

Vestidos de noiva, sendo que o rosa foi o de Audrey no seu casamento com Dotti




Conjuntos de Jackie Kennedy




Conjuntos e Vestidos de Grace Kelly




O casaco que a Duquesa de Windor, Wallis Simpson, vestiu no funeral do marido.
Este casaco é lindo pela sua elegância e simplicidade! Estive um bom pedaço de tempo "a namorá-lo"...




Pormenor do casaco




E, por fim, um vestido que veio de Portugal para esta exposição: este, que pertence à Duquesa de Cadaval, de quem Givenchy é amigo. 




Nota: Em 2015, Givenchy e a Duquesa-Mãe de Cadaval, Claudine, organizaram uma exposição de vestidos de noiva de alta-costura na Igreja do Palácio Cadaval, em Évora. Alguns dos vestidos Givenchy presentes em Haia também fizeram parte daquela exposição realizada no nosso país.

E um filme com Audrey Hepburn e mais criações de Givenchy...





Continuação de boa semana para todos!